De férias, à toa...será?
Nada como umas boas férias. Depois de um bom tempo eu não sabia o que era a tranquilidade de um descanso no meio do ano. Mas nem tudo é sombra e água fresca! Essa edição tem muita notícia boa. Também tem o texto selecionado no Rumos Itaú Cultural no "Letras por que te quero". Então boas férias e curta comigo.
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Sala de imprensa
* Festival de novos atores brasileiros

brasileiros". É esperada, de acordo com a organização, a participação
de atores de mais de 3000 cidades Brasileiras.
O Festival recebe as inscrições dos artistas, que começaram no dia 30
de Junho e vão até 31 de Novembro. Podem ser inscritos atores de
qualquer região do país. Para concorrer o participante deve enviar um
monólogo em DVD. A duração, segundo o regulamento, é para os vídeos de
mínimo 30 segundos e máximo de 1 minuto.
Para se inscrever, acesse o site: www.festivaiscinematograficos.
.No endereço o usuário encontra informações das regras e o formulário
para participação.
Os selecionados serão apresentados no dia 9 de dezembro, em São Paulo.
Mais informações
Assessoria de Imprensa do Festival
Carla Manga
E-mail: revelandonovosatores@
* Em defesa do obrigatoriedade do diploma em jornalismo
Manifesto à Nação
Em defesa do Jornalismo, da Sociedade e da Democracia no Brasil
A sociedade brasileira está ameaçada numa de suas mais expressivas conquistas: o direito à informação independente e plural, condição indispensável para a verdadeira democracia.
O Supremo Tribunal Federal (STF) está prestes a julgar o Recurso Extraordinário (RE) 511961 que, se aprovado, vai desregulamentar a profissão de jornalista, porque elimina um dos seus pilares: a obrigatoriedade do diploma em Curso Superior de Jornalismo para o seu exercício. Vai tornar possível que qualquer pessoa, mesmo a que não tenha concluído nem o ensino fundamental, exerça as atividades jornalísticas.
A exigência da formação superior é uma conquista histórica dos jornalistas e da sociedade, que modificou profundamente a qualidade do Jornalismo brasileiro.
Depois de 70 anos da regulamentação da profissão e mais de 40 anos de criação dos Cursos de
Jornalismo, derrubar este requisito à prática profissional significará retrocesso a um tempo em que o acesso ao exercício do Jornalismo dependia de relações de apadrinhamentos e interesses outros que não o do real compromisso com a função social da mídia.
É direito da sociedade receber informação apurada por profissionais com formação teórica, técnica e ética, capacitados a exercer um jornalismo que efetivamente dê visibilidade pública aos fatos, debates, versões e opiniões contemporâneas. Os brasileiros merecem um jornalista que seja, de fato e de direito, profissional, que esteja em constante aperfeiçoamento e que assuma responsabilidades no cumprimento de seu papel social.
É falacioso o argumento de que a obrigatoriedade do diploma ameaça as liberdades de expressão e de imprensa, como apregoam os que tentam derrubá-la. A profissão regulamentada não é impedimento para que pessoas – especialistas, notáveis ou anônimos – se expressem por meio dos veículos de comunicação. O exercício profissional do Jornalismo é, na verdade, a garantia de que a diversidade de pensamento e opinião presentes na sociedade esteja também presente na mídia.
A manutenção da exigência de formação de nível superior específica para o exercício da profissão, portanto, representa um avanço no difícil equilíbrio entre interesses privados e o direito da sociedade à informação livre, plural e democrática.
Não apenas a categoria dos jornalistas, mas toda a Nação perderá se o poder de decidir quem pode ou não exercer a profissão no país ficar nas mãos destes interesses particulares. Os brasileiros e, neste momento específico, os Ministros do STF, não podem permitir que se volte a um período obscuro em que existiam donos absolutos e algozes das consciências dos jornalistas e, por conseqüência, de todos os cidadãos!
FENAJ – Federação Nacional dos Jornalistas
Sindicatos de Jornalistas de todo o Brasil
* Dublagem para campanha de loja de eletroeletrônicos
Breve estará entrando no ar a campanha que eu fiz para a loja Ramsons, especializada em eletroeletrônicos aqui em Manaus. Foi a minha primeira experiência com dublagem e foi muito legal! Uma experiência fantástica!
Ficou curioso? Então acesse: http://br.youtube.com/senhorramon
* Relato de um certo largo
* Seleção no concurso "Palavras do coração", da editora CASA DO NOVO AUTOR
Gente, mais uma alegria. A minha poesia chamada "Ode à alegria", foi selecionada no I Concurso Literário Palavras do Coração, da editora paulista Casa do Novo Autor. Ao todo foram dois meses da apuração de 126o poesias enviadas por mais de 400 candidatos. o grande vencedor foi Robson de Souza Xavier com a obra "Álvaro e a flexa". Todos os selecionados vão ter suas obras impressas em livro no sistema de cooperativa. A previsão de lançamento está entre Outubro e Novembro.
Para quem quiser conhecer a editora o link é esse: www.casadonovoautor.com.br
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Aproveitando a última notícia, poesia para todos nós!
Dos teus olhos encontro a beleza
Do sorriso uma paz eterna
Que a mais dura tempestade desfaz-se em segundos.
Mistério em forma de carne
Surpresa em formosura e graça
Assim faz-se tão complexa
Doce criatura, inspiração e beldade.
A ti rendo meu louvor
Como bom adorador
De tuas fantásticas
qualidades
Teu carinho é meu escudo e proteção.
Fonte de admiração sem fim
Teu encanto é dádiva preciosa
Que brilha na escuridão de rostos sem expressão.
De todos os adjetivos, de tudo que é belo
Tens a tua marca, tua voz
Como anjo divino
Traz o próprio céu quando passa em direção de qualquer mortal.
Letras pra que te quero
Silvino Santos, o pioneiro esquecido
[Retratando a Amazônia com muita sensibilidade, Silvino Santos mostrou a Amazônia para o mundo.Hoje nem mesmo Manaus conhece quem foi o cineasta da Selva.]
Por Antonio Carlos Junior
Após o declínio da borracha, Manaus era um misto de desânimo e descaso. Pouca coisa poderia resultar em alento para o povo manauara, acostumado com o luxo, ostentação e a grandeza proporcionados pel
o período áureo. Isso até que entra em cena um português, que adotou a Amazônia como sua pátria mãe. Através de sua lente, Silvino Santos (1886-1970) retratou a cultura do povo do NORTE, suas peculiaridades e seu jeito de ser como se fosse nascido na região. Apesar da sua inegável contribuição, Silvino é desconhecido pelo povo que tanto dedicou atenção em seus filmes. Apenas estudiosos e pesquisadores em busca de uma identidade regional conhecem o seu trabalho reconhecido dentro e fora do Brasil.
Biografia
Silvino Simões dos Santos Silva nasceu em Sernache do Bonjardim,pequena vila da Beira Baixa,Portugal, no dia 29 de Novembro de 1886.Seus pais,Antonio Simões dos Santos Silva e Júlia da Conceição Silva, era considerado um casal respeitado e de muitas posses. Ele foi professor primário,músico e um próspero agricultor.Além disso, o irmão mais velho de Silvino,Carlos Santos, trabalhou no comércio e teve cargos importantes em Belém e Manaus.
O que fez um garoto, aos 13 anos,cheio de regalias e sempre acompanhado de muitos séquitos parar no Brasil? A pesquisadora Selda Vale da Costa, autora do Livro “Eldorado das ilusões – Cinema & Sociedade: Manaus (1897-1935)”, relata o espírito de Aventura.Em seu livro comenta-se que o cineasta teve uma experiência mal sucedida no seminário em Sernache. Mandado pelo pai, Silvino foi para a cidade do Porto,onde trabalhou no comércio do tio, um rico comerciante de sedas. A experiência também não obteve bons resultados. Quando estava no Liceu, Silvino Santos leu uma matéria que chamou muito a sua atenção.Na revista “Selecta Portuguesa” tinha uma matéria sobre o Rio Amazonas. Após ler o texto ele convenceu o tio e o pai, vindo então para o Brasil em Novembro de 1899 com uma família amiga.
As múltiplas habilidades do cineasta da selva
Chegando no Brasil, Silvino Santos instalou-se em Belém (Pará). Trabalhou por Três anos na livraria do senhor Taveira Barbosa. Após adoecer, passa quatro meses no interior, acompanhando um primo, dono de um comércio. Começa sua paixão por imagens: aprende fotografia com uma máquina 13x18. Aprimorou suas técnicas com Leonel Rocha, fotógrafo e pintor. Contratado por Leonel, Silvino viaja para Iquitos, no Peru, onde passa dois meses. Volta a Portugal, onde passou um ano fotografando familiares, amigos e a região. Retorna ao Brasil , novamente para Belém, em 1903.
Em 1910 instala-se definitivamente em Manaus. Um ano depois largou o emprego que tinha na loja do irmão Carlos e montou um estúdio, realizando trabalhos como fotógrafo e pintor.
Acervo
Ao todo foram 8 documentários de longa metragem, 5 de média e 83 curtas. Entre eles estão
alguns caseiros e outros quando esteve em Portugal. Para o pesquisador e professor Narciso Lobo, da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), os filmes de Silvino eram de linguagem básica e de boa qualidade técnica. “Silvino teve a oportunidade de viajar até a frança, onde foi possível o contato com os equipamentos e tecnologias mais modernos na época”, comenta. Narciso é autor do livro “No rastro de Silvino Santos”, junto a Selda Vale. Para o pesquisador, Silvino foi de grande importância para o cinema, mas faltou um senso crítico em seus filmes.”O acervo dele compõe a visão da Amazônia, com suas belezas e costumes, mas sem nenhum senso crítico sobre a mesma. ”, complementa.
Para a produção, o cineasta contou com ajuda financeira para executá-los. Em 1917, o então Governador do Amazonas, Pedro Bacellar, tinha a intenção de levar a região para o mundo. Naquele exato momento, Manaus já sofria com o declínio da borracha. Surge então a Amazônia Cine-filme, uma união de governo e alguns empresários. Silvino foi contratado e teve acesso aos melhores equipamentos. Ao todo foram 12 documentários e o primeiro grande trabalho: Amazonas, o maior rio do mundo. Sugerido por um dos acionistas, Coronel Avelino, Silvino Santos passou três anos filmando. Persuadido, o Coronel entrega os negativos do filme para o noivo da filha, professor Propércio Saraiva, levando-os para revelar em Londres. Tempos mais tarde descobriu-se que o filme foi vendido para uma empresa de turismo. A Amazônia Cine-filme entra em bancarrota e Silvino perde o emprego.
Surge então a figura do maior patrocinador da carreira do cineasta: Joaquim Gonçalves de Araújo, O J.G. Na época, J.G. era o nome mais poderoso em Manaus, visto que diversificou seus negócios além da borracha, o que garantiu sustentabilidade quando a crise chegou. Mais uma vez com acesso ao melhor, Silvino pode fazer o trabalho mais conhecido: “No paiz das Amazonas”, seguido de “No rastro do Eldorado” e “Terra encantada”. Além dos trabalhos no Brasil, foram feitos 35 documentários em Portugal.
No Paiz das Amazonas – o fenômeno
Entre 1920 e 1922, Silvino Santos filmou o Amazonas e parte de Rondônia e Roraima. A intenção de J.G. era “vender o estado” para o mundo, começando pela exposição de centenário da Independência, no Rio de Janeiro, em 1922/1923. O filme teve circulação nacional e internacional entre 1922 a 1930, percorrendo a Europa e Estados Unidos. Sempre com muita repercussão, os cinemas ficavam lotados. Existem dois fatores que podem explicar o sucesso: o primeiro por ser de longa metragem (muito raro até então!) e o outro porque teve permanência longa em exibições. Os filmes naquela época não duravam mais do que dois ou três dias. Em Manaus ocorreu uma transformação: a cidade sem vida transformou-se na Manaus com seus cinemas com todos os lugares ocupados. O sudeste brasileiro reverenciou a obra, tanto que na Semana de Arte Moderna, em 1922, o filme foi considerado um orgulho nacional.
A influência do pioneiro
Na década de 1960, alguns estudantes e intelectuais, apaixonados por cinema, criaram um grupo de estudos chamados GEC (Grupo de Estudos Cinematográficos). Muitos deles tornaram-se pessoas destacadas na sociedade Manauara. Entre eles estava o escritor Marcio Souza, autor do livro MAD MARIA (que virou minissérie da Globo). Em 1969, O GEC organizou o primeiro festival Norte de Cinema Brasileiro. Como homenagem especial foi dedicado um prêmio para Silvino Santos. O radialista, crítico de cinema e jornalista Joaquim Marinho, um dos ex-participantes do Grupo, lembra como descobriram a obra de Silvino.” Em 1968, estávamos na casa de um dos integrantes do GEC,Cosme Alves Neto, e discutíamos a respeito do festival quando o pai de Cosme, encostado na Janela, sugeriu o nome de Silvino. Saímos em busca do paradeiro de Silvino.Descobrimos que ele estava morando numa casa muito simples do J.G. Araújo. Chegando lá, Silvino estava sem camisa e recepcionou com muita boa vontade. Ele cedeu seus filmes para nossa cinemática e perguntou com o sotaque de português: O que os garotos querem saber de cinema?”, lembra Marinho.
Joaquim Marinho recorda outro momento em que Silvino Santos subiu ao palco para ser premiado: “Ele fez um discurso totalmente anti-americano.Disse que os Estados Unidos dominava o Cinema e não deixava ninguém fazer. Ele esculhambou pra valer!” – Brinca o jornalista.
Daí em diante sucederam-se algumas obras sobre Silvino Santos: Marcio Souza escreveu um livro,Roberto Kahané; outro ex-integrante do GEC, fez um filme: Silvino – o fim de um pioneiro. Joaquim Marinho criou e participou de algumas obras de seus amigos: foi locutor do filme de Kahané e idealizador de um selo comemorativo a Silvino no final dos anos 80 .Além desses também seria mais uma vez locutor de um filme de J.Borges (Cineasta Paulista que morava em Manaus) ainda inédito.”Eu me comprometi a fazer o filme e nunca consegui realizar. O filme está até hoje mudo”, confessa. Em 1997, Aurelio Michiles produziu o filme Silvino Santos – O cineasta da Selva, com a participação de José de Abreu.Também participam Joaquim Marinho, Marcio Souza e Domingos Demasi, outro nome do GEC.
O fim de uma era
Silvino morreu pobre em 1970.Com exceção do GEC, apenas Aurelio Michiles lembrou dele no cinema. Para o professor Narciso Lobo o tempo foi o fator determinante: “ Silvino Santos sofreu um isolamento do tempo. Isso é uma característica do Cinema na região. Vem alguém, produz alguma coisa e cessa. Muito tempo depois vem outro e começa todo o processo do zero novamente”- Afirma Lobo. Para Joaquim marinho o cineasta sofreu o esquecimento recorrente com a maioria dos artistas no Brasil. “Tem gente que não sabe quem é Jorge Amado ou Gabriel Garcia Marquez. O Marcio Souza é um cara super intelectualizado, já fez uns trinta ou quarenta livros e só foi conhecido por causa da Rede Globo”, afirma categoricamente.
Seja pelo fator tempo ou simples descaso cultural a verdade é uma só: Silvino Santos é mais um integrante do hall dos injustiçados. Sua obra ainda é tão misteriosa quanto os segredos da região que tanto amou e registrou em sua câmera.
Saiba mais sobre Silvino Santos:
· O Eldorado das Ilusões. Cinema & Sociedade: Manaus (1897-1935) – Selda Vale da Costa. Manaus.Editora da Universidade do Amazonas,1996.
· No rastro de Silvino Santos: Selda vale da Costa e Narciso Lobo. Manaus: Superintendência Cultural do Amazonas.1987.
· A Tônica da Descontinuidade,(Cinema e política em Manaus na década de 60) – Narciso Julio Freire lobo.Manaus:UA,1994.
· Silvino Santos – O Cineasta da Selva, De Aurelio Michiles.Com José de Abreu. Vencedor do prêmio de melhor longa estreante no festival de Brasília, em 1997.
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